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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Cansei de surto


Uma coisa que me irrita muito, que eu não suporto, que eu fico indignado e abismado, é quando uma pessoa surta da noite para o dia, mudando seu jeito de agir com os indivíduos do seu convívio.
Já presenciei vários casos, que não é preciso nomeá-los, de ações desse tipo, e o que posso dizer, é que não é nada saudável você ter uma relação de amizade, coleguismo, amorosa, enfim, qualquer relação com outra pessoa, e essa, um belo dia de sol, se transformar e mudar de atitude com você, para pior é claro.
Um dos sintomas mais clássicos nesses casos de surto é o isolamento. Você tem uma turma de amigos e, de repente, um deles começa a não freqüentar os mesmos lugares que vocês [ele sempre freqüentava]; aparece onde sua turma está, com um mp3, e afins, aos ouvidos, troca duas palavras [oi, beleza?] e sai; deixa de andar com vocês e começa a andar com quem ele não tinha costume.
Em suma, o surtado some da circulação do meio de seu grupo, não liga/atende celular, quando aparece é falando especificamente “oi, tchau”, muitas vezes passa você e nem cumprimenta. Oo
E o pior disso tudo é que você não sabe o porquê disso. ¬¬
Ahh, meu ... pra esse tipo de pessoas.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Consciência pesada

No meio da noite Rui acordou sentindo um aperto em seu peito. Não sabia o que era, mas, ultimamente, quando sentia esses apertos, algo de ruim acontecia.
Em uma quinta-feira de chuva leve, Rui estava em seu trabalho de frente para o computador e, tinha mil relatórios para terminar, quando o aperto veio e comprimiu seu peito, era uma dor suportável, mas angustiante, que começava de baixo para cima. Levantou-se, correu para o bebedouro para beber um pouco de água. A dor foi aliviando. Horas depois recebera uma ligação, sua irmã, Cláudia, havia sido atropelada e morreu ao chegar ao hospital.
Na semana seguinte, quando voltava para casa, o aperto surgiu novamente, e quando chegou, encontrou um aglomerado de vizinhos misturados com uma ambulância em frente da residência. Seu pai, um senhor de 72 anos, levara uma queda da escada e batera a cabeça sofrendo traumatismo craniano.Rui estava no fundo do poço, não conseguia se concentrar em nada, seu trabalho não ia bem, também pudera. Fora em todos os médicos, mas todos diziam a mesma coisa: “Você não tem nada meu rapaz”. Os apertos não tinham aparecido mais, até aquela noite. Acordou com a dor afligindo seu peito e pensou em sua mãe, dona Cleide, que estava no hospital sofrendo de câncer no estômago. Pelas experiências anteriores vividas, vira sua mãe morta em sua mente e começou a chorar sem parar e mais uma vez o aperto cessou. No dia seguinte, quando Paulo, seu irmão mais novo, chegara a seu apartamento para contar sobre a melhora da mãe, encontrara Rui caído no chão com sangue sob o corpo, uma arma ao lado e um bilhete que dizia: “Cansei de fazer pessoas que eu gosto morrerem.”




by:JoãoLuis

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Adeus

Sinto o frio da solidão em minha alma.
Sinto o adeus dos raios de sol a contemplar-me.
Sinto o suave sereno da escura noite.
Sinto você ir embora.
Sinto você cada vez mais distante.
Sinto-me desprotegido em meio a tantas cousas.
Sou só, sou forte, sou o último defensor da derradeira rosa.
Amo-te como jamais amei alguém.
Vivo em sua penumbra e jamais deixarei de existir.

By:SeuJoao